Tempo... depois de tanto tempo, o tempo faz falta.
...
arqueia o sorriso
Tempo... depois de tanto tempo, a paixão volta.
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é bom sentir-te novamente pela 1ª vez
Tempo... depois de tanto tempo, a chuva sela a terra.
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cheira bem
Tempo... depois de tanto tempo, olho para os meus sinais.
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saudades de mim, pequenina
Tempo... depois de tanto tempo, é bom revisitar lugares.
...
são memórias de recordações
Tempo... depois de tanto tempo, gosto de sentir o cabelo comprido nas costas.
...
é suave
Tempo... depois de tanto tempo, volto a abrir um livro.
...
cada letra torna-se palavra e a imaginação contrói um mundo
Tempo... depois de tanto tempo, volto a acordar.
...
e soube-me tão bem os lençóis lavados
Tempo... depois de tanto tempo, sabe bem continuar aqui.
...
amanhã... hoje já é tarde
27 de maio de 2009
25 de maio de 2009
Vermelho
De fogueira acesa persiste o meu encanto de sarapicos de instantes...
Crepita ao chegar longe... ao alto da chaminé...
Sem fumo, com cheiro... com cor e sentimento.
Queima cada uma das suas tonalidades que envolve...
Na negritude do espaço onde faíscas de vermelho se soltam.
Crepita ao chegar longe... ao alto da chaminé...
Sem fumo, com cheiro... com cor e sentimento.
Queima cada uma das suas tonalidades que envolve...
Na negritude do espaço onde faíscas de vermelho se soltam.
21 de maio de 2009
Frio
Só porque o frio da saudade agora foi grande... apeteceu-me estar aqui... no meio de uma multidão cega de sons que as contornam e de melodias que também as fazem sentir frio.
Apeteceu-se provar a intensidade do calor numa prova muito doce pois o aconchego está longe e as mãos suam... suam de não se tocarem...
4 de fevereiro de 2009
Quantas vezes paramos no momento a pensar em nada, a pensar no vazio que se apoderou das nossas reacções... quantas vezes?
É como quando viajamos de carro, no banco de trás, e encostamos a cabeça à janela embaciada e vemos fragmentos de imagens a passarem a grande velocidade por nós... imagens fuscas, mesmo ali do outro lado da porta, mas que não nos pertencem... vazio novamente.
No momento em que deitamos a cabeça na almofada e repousamos o corpo na cama... quando o cansanço é tanto e a cabeça não fica quieta, mergulhada em imagens, em episódios, em vontades... ficamos vazios... no meio de tudo.
É como quando viajamos de carro, no banco de trás, e encostamos a cabeça à janela embaciada e vemos fragmentos de imagens a passarem a grande velocidade por nós... imagens fuscas, mesmo ali do outro lado da porta, mas que não nos pertencem... vazio novamente.
No momento em que deitamos a cabeça na almofada e repousamos o corpo na cama... quando o cansanço é tanto e a cabeça não fica quieta, mergulhada em imagens, em episódios, em vontades... ficamos vazios... no meio de tudo.
3 de fevereiro de 2009
Pausa
Há momentos de pausa... de tranquilidade onde a multidão absorve o espaço e o tempo não respira.
Sei que sinto a falta... falta daquele momento tranquilo em que o instante fica em stand-by e a vontade é desleixada contrariando a acção...
Voltei... abracei a pausa e trouxe-a até lado nenhum, só para poder recomeçar... um pouquinho mais atrás do que no fragmento onde parei...
10 de dezembro de 2008
Sentados
Senta-te aqui ao meu lado um instante.
Sente a minha respiração, sentes? Está inconstante, não está? Parece que pára por instantes, deixo de me sentir...
Não olhes para mim com esse olhar reprovador... vá... é difícil explicar-te... acredita.
Volta a sentar-te, encosta-te mais a mim. Quero sentir o calor do teu corpo. Vá lá... não fiques aí parado sem reacção...
Isso... agora volta-te para mim, dá cá a tua mão... Pousa no meu peito... Sentes? Eu sei que sim... Tu sentes-me.
Sente a minha respiração, sentes? Está inconstante, não está? Parece que pára por instantes, deixo de me sentir...
Não olhes para mim com esse olhar reprovador... vá... é difícil explicar-te... acredita.
Volta a sentar-te, encosta-te mais a mim. Quero sentir o calor do teu corpo. Vá lá... não fiques aí parado sem reacção...
Isso... agora volta-te para mim, dá cá a tua mão... Pousa no meu peito... Sentes? Eu sei que sim... Tu sentes-me.
Desejo
Desejo estrelas cadentes a iluminarem o teu corpo. Consigo sentir a tua silhueta a envolver o meu olhar de forma assustadora. Desejo.
Desejo ardente que me invade a roupa e me faz querer mais... me faz querer, com a ponta do dedo, correr e desenhar o teu limite... correr e desejar o meu desejo por ti.
E é bom... sim... é muito bom... quando a língua sente o salgado da pele, quando o toque queima, quando o olhar fala.
Fala para mim.
Desejo ardente que me invade a roupa e me faz querer mais... me faz querer, com a ponta do dedo, correr e desenhar o teu limite... correr e desejar o meu desejo por ti.
E é bom... sim... é muito bom... quando a língua sente o salgado da pele, quando o toque queima, quando o olhar fala.
Fala para mim.
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