2 de junho de 2009

Segredo é Segredo... não se quebra!

Segredo é querer contar e a vontade ser derrotada pelo optimismo de um melhor segredo para partilhar. Sim, porque partilhar faz de cada um dos segredos momentos íntimos, de prazeres conjugados sobre a verbalização da palavra.
Sabe bem ouvir segredos e guardá-los numa caixinha de vontade, aberta pela chave da partilha cada vez que precisamos de nos sentir guardadores de tesouros e companheiros de felicidade em cada sorriso devolvido ao segredar.

27 de maio de 2009

Tempo... depois de tanto tempo

Tempo... depois de tanto tempo, o tempo faz falta.
...

arqueia o sorriso


Tempo... depois de tanto tempo, a paixão volta.
...
é bom sentir-te novamente pela 1ª vez




Tempo... depois de tanto tempo, a chuva sela a terra.
...
cheira bem



Tempo... depois de tanto tempo, olho para os meus sinais.
...
saudades de mim, pequenina



Tempo... depois de tanto tempo, é bom revisitar lugares.
...
são memórias de recordações



Tempo... depois de tanto tempo, gosto de sentir o cabelo comprido nas costas.
...
é suave


Tempo... depois de tanto tempo, volto a abrir um livro.
...
cada letra torna-se palavra e a imaginação contrói um mundo


Tempo... depois de tanto tempo, volto a acordar.
...
e soube-me tão bem os lençóis lavados



Tempo... depois de tanto tempo, sabe bem continuar aqui.
...
amanhã... hoje já é tarde

25 de maio de 2009

Vermelho

De fogueira acesa persiste o meu encanto de sarapicos de instantes...
Crepita ao chegar longe... ao alto da chaminé...
Sem fumo, com cheiro... com cor e sentimento.
Queima cada uma das suas tonalidades que envolve...
Na negritude do espaço onde faíscas de vermelho se soltam.

21 de maio de 2009

Frio

Só porque o frio da saudade agora foi grande... apeteceu-me estar aqui... no meio de uma multidão cega de sons que as contornam e de melodias que também as fazem sentir frio.

Apeteceu-se provar a intensidade do calor numa prova muito doce pois o aconchego está longe e as mãos suam... suam de não se tocarem...

4 de fevereiro de 2009


Quantas vezes paramos no momento a pensar em nada, a pensar no vazio que se apoderou das nossas reacções... quantas vezes?
É como quando viajamos de carro, no banco de trás, e encostamos a cabeça à janela embaciada e vemos fragmentos de imagens a passarem a grande velocidade por nós... imagens fuscas, mesmo ali do outro lado da porta, mas que não nos pertencem... vazio novamente.
No momento em que deitamos a cabeça na almofada e repousamos o corpo na cama... quando o cansanço é tanto e a cabeça não fica quieta, mergulhada em imagens, em episódios, em vontades... ficamos vazios... no meio de tudo.

3 de fevereiro de 2009

Pausa

Há momentos de pausa... de tranquilidade onde a multidão absorve o espaço e o tempo não respira.
Sei que sinto a falta... falta daquele momento tranquilo em que o instante fica em stand-by e a vontade é desleixada contrariando a acção...
Voltei... abracei a pausa e trouxe-a até lado nenhum, só para poder recomeçar... um pouquinho mais atrás do que no fragmento onde parei...

10 de dezembro de 2008

Sentados

Senta-te aqui ao meu lado um instante.

Sente a minha respiração, sentes? Está inconstante, não está? Parece que pára por instantes, deixo de me sentir...

Não olhes para mim com esse olhar reprovador... vá... é difícil explicar-te... acredita.
Volta a sentar-te, encosta-te mais a mim. Quero sentir o calor do teu corpo. Vá lá... não fiques aí parado sem reacção...

Isso... agora volta-te para mim, dá cá a tua mão... Pousa no meu peito... Sentes? Eu sei que sim... Tu sentes-me.